Em toda nossa História, 2017 certamente foi o ano em que o trabalhador brasileiro mais perdeu direitos, mais sofreu com a insegurança e o medo do desemprego, mais se decepcionou com as desgraças da gestão pública no país. Sem pessimismos, o final do ano se aproxima e, 2018, até o momento, não nos dá nenhuma certeza de que poderá ser melhor.

A economia dá sinais de se estabilizar, o que não significa mais empregos e melhores salários; os índices sociais que se referem a saúde, educação ou qualquer outra ação básica do governo para com a sociedade demonstram que anos se passarão para que o povo pague, mais uma vez, a conta de uma crise que não foi produzida por ele.

Seja como for, nos resta fazer o que sempre fizemos: lutar e resistir na busca de um país mais digno e com qualidade de vida para nós mesmos e para as próximas gerações e é dentro desta lógica que os Sindicatos se enquadram: mais do que nunca o trabalhador necessitou de união para que a sua força e suas reivindicações sejam reconhecidas e respeitadas. Definitivamente os sindicatos deverão ser o instrumento para isso.

Para tanto devemos estar preparados, mobilizados e unidos. Se encararmos os desafios que temos pela frente como um novo recomeço para os trabalhadores e para seus sindicatos, se entendermos que novas relações positivas entre os trabalhadores e suas entidades de classe se tornarem realidade, então já podemos considerar que estaremos cumprindo nosso papel em busca de tempos melhores.

 

Claudio Magrão

Presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo