Famílias pelos quiosques, criançada no parquinho, churrasco rolando, jovens dançando ao som das bandas e muita, muita gente animada espalhada por toda a estrutura do Clube de Campo. Assim foi o feriado de 1º de maio do Sindicato dos Metalúrgicos, que mais uma vez ficou lotado com trabalhadores de Jundiaí, Várzea, Campo Limpo e de cidades vizinhas.

Metalúrgico de Jordanésia, Rodrigo Viera se tornou sócio do Sindicato logo que entrou para trabalhar na antiga Sifco (atual Dana). “Depois que saí de lá, consegui emprego em uma metalúrgica de Jordanésia, e mesmo assim fiz questão de continuar como associado. Aqui a gente se diverte e aproveita tudo com segurança, é um ambiente familiar”, disse ele, apoiado pela esposa Josiane.

Lourival J. Santos trabalha na Krupp e há cinco anos é sócio do Sindicato. Em seu quiosque, também havia metalúrgicos de outras empresas, como Dana, Continental, Takata, Bolhöf e CBC. “Não tem coisa melhor do que poder reunir a família e os amigos aqui. Sempre que posso participo das festas do Sindicato, porque são ótimas”, garantiu ele.

 

Para o aposentado da Sifco, Klemilson de Lima, o Clube de Campo é o lugar perfeito para reunir a família e os amigos. “Acho que estamos numas 40 pessoas aqui no quiosque. Tive a sorte de ser sorteado, então, viemos aproveitar e passar o dia todo aqui.”

Quem não conseguiu um dos quiosques, improvisou como pode. Seja debaixo de uma sombra de árvore ou em barracas armadas da grama, o importante foi curtir o feriado e os shows que aconteceram no palco atrás do ginásio.

 

Logo após a missa de ação de graças, realizada no Espaço M, teve início a Caravana de Ademilson Oliveira e os shows dos artistas Luiz Paulo & Renan, Ryan & Axel, JK, e das bandas Sigla, Chapa Coco, e Sombra e Água Fresca.

Na sequência, um ato de conscientização foi organizado pela diretoria do Sindicato, que destacou a importância da união da categoria nas lutas pela manutenção dos direitos já conquistados e também nos desafios por melhores condições de trabalho.

Eliseu Silva Costa, presidente do Sindicato, falou das consequências das novas leis trabalhistas, das ameças da reforma da Previdência e da importância de votar com consciência nas próximas eleições. “Votar é como assinar um cheque em branco para que os políticos façam o que quiserem com povo”.

E no dia do trabalho, Eliseu lembrou dos milhões de desempregados, entre eles, os companheiros da Sifco. “A Sifco enganou a justiça, o Sindicato e os trabalhadores, mandando todos embora”, disse. Depois de muita negociação, o Sindicato conseguiu que os trabalhadores recebessem parte do que tem direito, mas continua lutando para que recebam os 40% do FGTS que ainda não foi pago pela empresa.

“Primeiro de maio é um momento de reflexão. O Sindicato só é forte com o trabalhador ao lado e nós temos vocês a nosso lado, muito obrigado a todos, disse Eliseu, que também fez questão de ler o Poema do Desempregado, texto sado pela CNBB na Campanha da Fraternidade de 1999:

“Caminhei tanto, tanto. Ontem, anteontem, hoje, no mês passado, há um ano procurando emprego. 

Quero sossego, quero paz.

Quero comida na mesa, não quero esmola.

Sou trabalhador, quero meus filhos indo à escola.

Quero amar a terra, sujar a mão de graxa, quero dar aula, quero limpar o chão, quero comer.

Tenho direito, nem que seja ao amanhecido pão.

Sou desempregado. Não, estou desempregado.

Sou gente. morro de fome, mas não moro calado.”

Depois do ato, a festa continuou com muitos artistas no palco. O Grupo Katinguelê, pela oitava vez na fsta, animou o público. Depois vieram o grupo Samprazer, a cantora Jayne e o cantor Ângelo Máximo. “É um prazer cantar para os trabalhadores metalúrgicos neste dia tão importante”, disse o cantor.

Para fechar o dia, a tradicional e tão esperada queima de fogos encantou o público.

 

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí