Fechamos mais um ano com o alerta de ameaças. O anúncio do governo Bolsonaro de extinguir o Ministério do Trabalho é de extrema preocupação, pode colaborar para que aumente o desrespeito aos direitos dos trabalhadores. Isso nós não podemos permitir, e nossa resposta será a luta. 

É por meio de manifestações, organização no local de trabalho que vamos mostrar o nosso descontentamento diante das ameaças de flexibilizar ainda mais a lei trabalhista. Será com luta que vamos mostrar que não aceitamos uma reforma da Previdência em que o trabalhador vai ter que trabalhar até morrer. Muito menos vamos aceitar uma na qual o benefício não chegue nem ao valor do salário mínimo.

Apesar de difícil, a nossa Campanha Salarial mostrou que temos poder de negociação. Isto porque graças a ela as sombras da reforma Trabalhista
não nos afetará no próximo ano. Contudo, mesmo com o reajuste e Convenção garantidos, temos que seguir atentos, e ter sempre em mente que a mobilização conjunta é a ferramenta de luta que deve ser utilizada sempre que os direitos dos trabalhadores forem atacados.

Nos despedimos de 2018 fortes, mobilizados, e prontos para defendermos os nossos direitos, conquistados com muito suor. Enfatizo, 2019 já
se caracteriza como um ano de grande desafio para a classe trabalhadora: combater os duros ataques do governo, com a reforma trabalhista e a
tentativa de desorganizar os trabalhadores. Repito: A nossa resposta será a luta!

Jorge Nazareno – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco