O Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi) inicia nesta semana uma série de ações visando denunciar os prejuízos que a chamada “reforma trabalhista” provocará aos trabalhadores, com a finalidade de chamar a atenção da sociedade para esta nova realidade. O presidente do Conespi, Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, já se inscreveu para utilizar a tribuna popular da Câmara de Vereadores, na sessão ordinária do Poder Legislativo, na noite desta quinta-feira, 19 de outubro, quando pretende mostrar que os 117 pontos alterados pela CLT têm um único objetivo: enfraquecer os sindicatos de trabalhadores e tirar direitos do trabalhador.

As mudanças realizadas na CLT, através da Lei Federal 13467, que entra em vigor em 11 de novembro deste ano, deixam os trabalhadores fragilizados na relação com o empregado, e é isso que o Conespi quer mostrar. “Vamos alertar os trabalhadores para que não assinem nada sem a presença do seu sindicato, uma vez que isso poderá trazer sérios prejuízos a ele. Para isso, decidimos iniciar ocupando a tribuna popular da Câmara, o que será feito ao longo das próximas sessões por outras lideranças sindicais da cidade”, diz o presidente do Conespi.

De acordo com Wagner da Silveira, para não cair em armadilhas, com a reforma trabalhista, a única saída é o trabalhador exigir a presença do Sindicato em todas as ocasiões que tiver que assinar ou escolher algo na sua empresa. “O fato é de que com a redução de direitos na CLT e com o enfraquecimento da Justiça do Trabalho, negociar sozinho é o mesmo que entregar um cheque em branco para o patrão. A negociação sem sindicato se tornou uma grande armadilha. Apesar de a reforma permitir que o trabalhador faça negociações e a rescisão sozinho, isso não significa que ele deva fazer. Muito pelo contrário, ele terá que se recusar e levar o problema ao sindicato, porque essa vai ser a única garantia de que ele não será prejudicado no futuro”, ensina.

 

FONTE: Conespi