A Campanha Salarial deste ano tem se mostrado a mais difícil e complicada já enfrentada nos últimos 20 anos.  Com muita luta, ainda temos conseguido garantir nas negociações com os setores patronais, ao menos o reajuste salarial baseado nas perdas salariais dos últimos doze meses, ou seja, aquilo que a inflação corroeu em nossos salários, além de abonos e a manutenção das cláusulas sociais vigentes na Convenção Coletiva da categoria.

No entanto, mais do que ponderar sobre a situação econômica de recessão na qual o país afundou, praticamente paralisando os setores industriais e particularmente o setor metalúrgico,  jamais podemos mentir para os trabalhadores e devemos nos preparar para tempos mais difíceis ainda. Não há nenhuma expectativa de melhoria econômica à curto ou médio prazo, ou seja, a tendência de aprofundamento da crise é aumentar e isso trará aos trabalhadores ainda mais dificuldades.

O momento é muito delicado e não se trata aqui de sermos pessimistas ou otimistas. Trata-se da realidade e esta podemos acompanhar diariamente nos meios e comunicação, em nossas casas e em nossos locais de trabalho. O caos e imobilismo que se instalou no governo e em nosso sistema político praticamente imobilizou a economia e, certamente,  qualquer previsão de tempo para que as coisas comecem a melhorar é pura especulação.

Os sindicatos estão fazendo sua parte. Estão negociando, mobilizando, denunciando, lutando com as armas que possui para garantir os direitos dos trabalhadores. Mais do que nunca, estarmos unidos  tem sido nosso maior empenho para garantirmos postos de trabalho e condições para que encontremos alternativas ao lado mais cruel nisso tudo: o desemprego.

Mais do que nunca é hora de pensarmos coletivamente, fortalecermos nossas entidades de representação e nos mantermos atentos e mobilizados. Esta  tem sido e será nossa única e principal arma para defendermos nossos interesses enquanto trabalhadores e cidadãos.