O debate sobre os efeitos corrosivos da reforma nos direitos dos trabalhadores norteou o primeiro dia do Seminário de Planejamento dos Metalúrgicos de Guarulhos, nesta quinta (10). A primeira fala no evento, na sede da entidade, foi de Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e deputado federal. Ele informou acerca das tratativas com o governo para edição de Medida Provisória que visa reduzir os impactos de vários itens da reforma já sancionada por Temer.

Para o líder forcista, “o sindicalismo terá de fazer um forte trabalho junto às lideranças partidárias na tramitação da matéria, buscando preservar direitos e conquistas”.

Ex-deputado e ex-titular de várias Pastas, Aldo Rebelo (PCdoB) foi o segundo palestrante. Sua fala reforçou documento por ele recém-lançado, no qual prega um grande diálogo nacional voltado para o desenvolvimento, o aprofundamento da democracia, a autonomia energética e o estreitamento das diferenças econômicas. Sobre reforma trabalhista, que põe na conta do compromisso neoliberal do governo, ele critica o ataque a direitos e ao custeio. “É moralmente insustentável deixar o movimento sindical sem recursos”, afirma.

Falou também no Seminário o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Ele destacou os impactos nas relações de trabalho dos itens mais agressivos da reforma e alertou para o ataque à estrutura sindical. Segundo Clemente, “a reforma integra uma ação deliberada de enfraquecimento da economia nacional, precarização do trabalho e com o claro propósito de desnacionalizar nossa economia”.

O advogado Marcílio Penachioni, do Jurídico do Sindicato, discorreu sobre o texto aprovado e chamou atenção para a perda de direitos. Exemplifica: “A equiparação salarial, por exemplo, fica impraticável”. Diz o dr. Marcílio, “desconheço um só item da reforma que melhore a condição do trabalhador”.

Pereira – Presidente do Sindicato, José Pereira dos Santos fez balanço positivo do primeiro dia do Seminário, que vai até amanhã. “Todas as palestras foram muito boas. Temos de aproveitar na ação sindical todo esse conhecimento trazido por Paulinho, Aldo, Clemente e Marcílio.”

Amanhã – O Seminário prossegue nesta sexta (11), a partir das 9 horas. Haverá curso de preparação para dirigentes sindicais, ministrado por economistas do Dieese e leitura e discussão do documento “Carta dos Metalúrgicos”. Encerramento está previsto para as 17 horas.

 

 

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