A Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano participará ativamente, nesta sexta-feira, dia 10, do Ato Nacional Contra o Desemprego, Contra a Reforma Trabalhista e em Defesa da Aposentadoria. É o “Dia do Basta”, que acontecerá às 10 horas, em frente à sede da Fiesp, em São Paulo. Será o dia em que o Brasil ouvirá a nossa voz, a voz dos trabalhadores, que deixam seu suor no chão de fábrica, contra a crise gigantesta que o Governo Federal criou e onde estamos atolados.

A economia está parada, com o desemprego crescendo, e o Governo Federal permanece de braços cruzados. A reforma trabalhista derrubou a criação de novos empregos e o Brasil segue sem rumo. Por isso, as centrais sindicais se uniram para se manifestar contra esta situação e nós estaremos presentes no ato de sexta-feira.

Basta observar o noticiário internacional para constatar que todos os países e seus líderes políticos travam verdadeiras batalhas para garantir empregos internos e novos mercados externos para seus produtos. Todos querem melhores salários para seus trabalhadores e sistemas de previdência social que garantam qualidade de vida para os aposentados, além de novas oportunidades para os jovens que começam a vida profissional.

No Brasil, acontece o contrário. O Governo Federal es esforça para precarizar as relações de trabalho, estimulando a criação de subempregos e de salários cada vez menores. Os trabalhadores com experiência ficam com medo de perder suas vagas para companheiros que aceitam receber a metade do salário. É um mercado predatório, criado a partir da chamada “reforma trabalhista”, que na verdade foi um duro golpe no mercado de trabalho.

Durante o ato público desta sexta-feira, as centrais sindicais também divulgarão a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, um conjunto de 22 propostas elaboradas para aquecer a economia e fazer o Brasil voltar a crescer. Entre as medidas, estão “criar políticas, programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes”, “retomar as obras de infraestrutura”, “assegurar o direito e o acesso ao sistema público de seguridade e à Previdência Social” e “revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos, e criar uma norma coerente com o papel do Estado no desenvolvimento do País”, entre outros pontos.

Entendemos que essas propostas ajudariam o Brasil a retomar a produção e sair da crise atual. A única forma do País voltar a crescer é investir na produção. Com os trabalhadores empregados e com salários dignos, o comércio se aquece e a indústria tem para quem vender. É um ciclo positivo, que beneficia a todos, mas que precisa ser iniciado pelo Governo Federal. Como eles não sabem – ou não querem saber disso – vamos para as ruas mostrar que temos compromisso com o Brasil.

Pedro Alves Benites é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano e 2º Tesoureiro da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo